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07 de Março de 2016
Não tem o menor sentido conduzir Lula sob vara", diz Dilma
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A presidente Dilma Rousseff voltou a criticar nesta segunda-feira (7) a condução do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à PF (Polícia Federal), na última sexta-feira (4) "sob vara". Dilma também atribuiu à oposição "parte" do atual "momento de dificuldades", ao se referir à crise econômica.

"Não tem o menor sentido conduzi-lo [Lula] sob vara para prestar depoimento. Não é possível atribuir, aceitar que, no Brasil, tenhamos pessoas que jamais se recusaram a depor, como é o caso do presidente Lula", declarou Dilma durante cerimônia de entrega de residências do programa Minha Casa Minha Vida, em Caxias do Sul (RS).

Na sexta-feira, Lula foi alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato. Com um mandado de condução coercitiva contra ele, o ex-presidente foi levado de sua casa, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, à delegacia da PF no aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital. Ele foi ouvido por cerca de quatro horas e liberado em seguida.

No mesmo dia, a presidente classificou a medida como "desnecessária". No sábado (5), Dilma visitou Lula em São Bernardo do Campo.

Hoje, a presidente condenou também o que ela classificou como "vazamentos sistemáticos". Na semana passada, a revista "IstoÉ" divulgou parte do conteúdo da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que teria citado os nomes de Dilma e Lula.

"Temos assistido a vazamentos sistemáticos que se prova, a partir de um determinado momento, que não são verdadeiros. Mas aí o estrago de jogar lama já ocorreu", declarou.

"Não acho que podemos demonizar ninguém. Demonizar pessoas, órgãos, a imprensa. Não podemos demonizar opinião diferente da nossa. Mas temos de exigir o respeito para si e dar o respeito aos outros", acrescentou Dilma.

Eleições 2018

Ao mencionar a atual crise econômica no país, a presidente atribuiu "parte do momento de dificuldades" à crise política "provocada por aqueles que são inconformados, que perderam as eleições e querem antecipar as eleições de 2018".

"Um governo sempre quer a unidade do país. A oposição tem absoluto direito de divergir, mas não pode ficar sistematicamente dividindo o país. Sabe por que não pode? Porque tem certo tipo de luta política que cria um problema não só para a política, mas também para a economia, para o crescimento das empresas", comentou.


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