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17 de Dezembro de 2012
Concursos têm 55 mil vagas em 2013
Além de concentrar os melhores salários, órgãos federais devem ser responsáveis pela maior parte das oportunidades no setor público no ano que vem
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As perspectivas não poderiam ser melhores para quem sonha com uma carreira pública em 2013. Entre editais previstos e outros já em andamento devem ser abertas mais de 55 mil vagas nas esferas municipal, estadual e federal conforme apontou um levantamento das oportunidades confirmadas para o Paraná e para outros 22 grandes órgãos federais, feito pela Gazeta do Povo. Os editais com vagas para 2013 cujas inscrições já encerraram não foram levados em consideração.

Embora difícil de precisar, o número de vagas para o próximo ano certamente será superior a 55 mil, segundo Ernani Pimentel, presidente do Grupo Vestcon, maior editora brasileira de livros e apostilas para concursos. Em muitos casos, as contratações costumam superar o total de vagas oferecidas no edital, explica ele. “Recentemente, um edital do Tribunal de Justiça previa 250 vagas, mas foram contratadas cerca de três mil pessoas”. Além disso, a necessidade de reposição de milhares de vagas descobertas deve fazer de 2013 um ano com oportunidades acima da média para os concurseiros.

No Paraná, a grande expectativa é para o edital da Polícia Militar, que tem 5.264 vagas para soldados e bombeiros. Também estão previstas 13.771 vagas para a área da educação, com 13.771 oportunidades para professores e pedagogos; 400 vagas para delegados da Polícia Civil; e 423 colocações para agente penitenciário. Ao todo, somando as vagas abertas nos municípios, o estado terá cerca de 20 mil cargos públicos à disposição em 2013. Nem todos devem ser preenchidos imediatamente, nos casos de vaga para cadastro de reserva.

A nível nacional, 22 grandes órgãos federais têm editais previstos para 2013 com perspectiva de 34 mil vagas. Entre os mais aguardados está o do Banco Central, com previsão de 1.850 postos e salários que variam de R$ 4,9 mil e R$ 14,9 mil. Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Correios, INSS, BNDES, Aeronáutica e ministérios também integram a lista.

Sobram candidatos

Apesar do “boom” de oportunidades nas carreiras públicas, ainda faltam vagas e sobram candidatos interessados no tripé estabilidade, bons salários e pacote de benefícios. “Existem hoje no Brasil em torno de 11 milhões de concursandos para um volume de vagas bem inferior a esse”, afirma Pimentel. Aos interessados na carreira pública, ele orienta fazer um projeto de seis meses de estudos para as matérias básicas. Após essa fase, então, o candidato estaria apto a partir para matérias e concursos mais específicos, com chances reais de colocação.

Formado em arquitetura, Milton Carlos Zanelatto Gonçalves, 34 anos, faz curso preparatório para escriturário do Banco do Brasil de olho na progressão de carreira dentro do banco. “Estou buscando estabilidade através do desenvolvimento das minhas competências”, diz. Já a administradora Natali Assunção da Silva, de 37 anos, está dividindo seu tempo entre o curso preparatório para o Banco do Brasil e para o TRT Paraná. “Mais do que o salário de R$ 1.800, foi o pacote de benefícios e a carga horária de seis horas que me motivaram a buscar uma carreira pública”.

Salários do serviço público estão mais desiguais

Agência O Globo

Apesar de a desigualdade social vir diminuindo nos últimos anos no Brasil, a salarial está aumentando dentro do serviço público, conforme divulgado na última semana pelo Boletim de Mercado de Trabalho do Ipea. Tem gestor estadual com salário inicial de R$ 3.800, e federal, com R$ 13 mil. Um médico ganhando R$ 3 mil e outro mais de R$ 7 mil em prefeituras distintas.

No caso dos funcionários federais, por exemplo, o Índice de Gini, que mede a concentração de renda (quanto mais perto de 1 maior a desigualdade), passou de 0,8728 para 0,8973, entre 2002 e 2009. Entre os estaduais, de 0,7510 para 0,7783; enquanto a esfera municipal registrou queda: de 0,6051 para 0,5678.

Para a professora da Ebape/FGV de Administração Pública e Finanças Públicas, Mônica Pinhanez, “é natural que haja hierarquia entre as diferentes esferas de poder (federal, estadual e municipal), porque cada uma tem recursos e responsabilidades diferentes”. Contudo, deveria haver proporções mais razoáveis.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, parece concordar. Tanto é que, na última semana, derrubou decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que autorizava o pagamento de salários acima do teto constitucional para 168 servidores do Tribunal de Contas. Eles tiveram os salários, que chegavam a R$ 50 mil, reduzidos ao teto de R$ 24,1 mil.

Além da falta de um política de recursos humanos definida, Eduardo Freguglia Daré, mestre em Teoria Econômica pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas e co-autor da nota do Ipea, atribui a expansão da diferença de renda no setor público a fatores como aumentos no governo Lula e ao crescimento da competitividade para passar em um concurso, que exige maior qualificação dos funcionários: “Tem que haver uma balança. Profissionais com grandes cargas de estudo devem ganhar mais. De maneira geral, essa desigualdade interna é negativa para o país”, afirma.


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