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28 de Junho de 2017
Jandaiense mora em mausoléu no cemitério de Marialva
JandaiaOnline
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É até difícil acreditar que aquele sujeito, vestindo camiseta polo azul clara por baixo de uma blusa cinza e calça jeans azul e sapato marrom com respingos de tinta branca, reside dentro de um mausoléu.
Medindo um metro e setenta, magro, e com uma barba bem feita num dos quatro banheiros do cemitério – que ficam abertos 24 horas por dia -, Edson conta que veio parar no cemitério em 2006, depois que o local em que morava, um barraco de obra no bairro Novo Horizonte, foi atingido por um incêndio. “Perdi tudo o que tinha”, diz ele sobre o RG, as roupas, o par de tênis, o colchão e uma coberta.

Com o incêndio, Edson passou a morar na rodoviária da cidade, debaixo de um carrinho de lanche que dava para uma escadaria. Era um lugar protegido da chuva e do frio, um esconderijo que não oferecia muitos riscos noturnos. “A gente dormia sempre ali: eu e o finado nego Dória. Mas daí vieram e tiraram a gente. De um dia pro outro, fiquei sem casa.”

Sem teto, recebeu o convite de um ex-funcionário do cemitério para dormir, algumas noites, dentro de um dos banheiros do cemitério. Mas o plano não vingou. “Acharam que eu podia assustar quem aparecia de manhã”, lembra. Um amigo aconselhou, então, que dormisse, por uns dias, em um antigo mausoléu, provavelmente abandonado há muitos anos por uma família oriental. “Só que deixei uma coisa bem clara: se eu entrasse, não sairia mais dali”, lembra.

E não saiu mesmo. Quando acorda pela manhã – o horário varia de acordo com os trabalhos temporários que arranja como pedreiro -, ele refaz os passos das duas velhas que assustou há muito tempo e entra no salão do Prever para tomar copinhos grátis de café. Faz quatro meses que Edson deixou de preparar seu próprio café, de forma rudimentar, no interior do mausoléu: o fogo atingiu sua garrafinha de álcool e deu início a um incêndio, rapidamente apagado por ele. “Foi perigoso. A coisa explodiu e quase me queimei.”

Nascido em Jandaia do Sul, filho de uma dona de casa e de um funcionário público – ambos enterrados no cemitério de Sarandi -, Edson diz ter tido uma vida boa, sem problemas no relacionamento familiar, embora, hoje, ele não tenha muito contato com seus três irmãos: uma gerente de lotérica, que vive em Maringá, uma proprietária de um bazar, em Sarandi, e um colaborador de um açougue, de Marialva. “Não gosto de ficar pedindo ajuda, sabe? Meu irmão, volta e meia, me dá uma carne assada. A gente come por aí, divide com os amigos, toma uma pinguinha pra acompanhar.”
Leia a matéria completa em O Diário


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